São os pentecostais apóstatas e falsificadores da Palavra de Deus e da verdadeira fé em Jesus Cristo?

Segundo o pastor Anízio Gomes em seu artigo escrito e publicado no site www.monergismo.com intitulado “O pentecostalismo ou Falsificadores da Palavra de Deus”, Sim! Eles não são verdadeiros cristãos, e o motivo ele dá conforme é descrito nestas linhas com suas próprias palavras e argumentos:
“As seitas pentecostais têm se desenvolvido no clima obscuro e
perverso, no qual multidões têm se envolvido com doutrinas de demônios.
Tal multidão é explorada de todos os meios, especialmente material. São homens e mulheres completamente cegos quanto a verdade do evangelho, pois o diabo os mantém cegos (2Co. 4.4). Isto porque em tais seitas as fábulas, o sensacionalismo e o emocionalismo estão juntos e são armas fortes nas mãos do diabo para mantê-los longe da luz do evangelho de Cristo. Muitos falsos cristãos reconhecem-nos como crentes em Jesus Cristo, porém nós enquanto bíblicos e conservadores não podemos considerar os freqüentadores dos “depósitos” pentecostais como crentes em Jesus Cristo, nosso Único e Todo Suficiente Salvador. Isto porque os mesmos negam a doutrina da salvação eterna, e não somente isto, mas também adotam uma forma de culto completamente desprovido de qualquer base escriturística, sendo as suas doutrinas e formas de culto completamente contrário à ensinada no Novo Testamento. Portanto, enquanto crentes fiéis devemos tomar uma atitude
positiva em relação à fração pentecostal da nossa sociedade, e considerá-los como alvos missionários e fazendo em relação a eles a obra evangelística, pois Deus abomina as suas práticas religiosas, porém os ama enquanto pecadores.”
(João 3.16).
O pastor Anízio não poupa ninguém e rotula a todas as igrejas pentecostais como divulgadoras de doutrinas de demônios. Ele Mostra com seu discurso apenas um tom preconceituoso e desprovido de boa exegese bíblica quanto a muitas questões aqui envolvidas nas quais eu quero apenas tratar da questão do batismo ou selo com o Espírito Santo. Vejamos a sua declaração sobre o assunto referido:
“Não encontramos nas Sagradas Escrituras nenhuma referência de que os cristãos pediram a repetição do que aconteceu e está registrado no livro de Atos dos Apóstolos, pelo contrário todas as referências em relação ao Espírito Santo depois de Atos dos Apóstolos cap. 2 (dois) encontram-se no passado. Citamos como prova desta assertiva Romanos 8.9, onde o apóstolo Paulo nos
exorta a reforçarmos a certeza de termos em nós o Espírito Santo, quando questiona: “Se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele”. Ficando desta forma provado biblicamente que o verdadeiro crente em Cristo tem o Espírito Santo habitando nele, logo o fato de alguém buscar ou pedir o Espírito Santo, alegando ser crente, é uma prova clara de que o mesmo não crê em Cristo Jesus e debocha da Palavra de Deus. Não há na Bíblia o ensino de que o crente em Cristo deva buscar o batismo do Espírito Santo; tal ensino é completamente alienado das Escrituras Sagradas!”
Temos aqui que citar as declarações do apóstolo Pedro no dia de Pentecostes. Diante dele estava uma multidão atônita e após expor pelas Escrituras que Deus estava cumprindo a promessa feita ao seu povo do livro de Joel, o apóstolo responde a pergunta dos seus ouvinte a respeito de quais atitudes deveriam tomar diante de tais circunstâncias da seguinte forma: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar.” (Atos 2: 38)
“As seitas pentecostais têm se desenvolvido no clima obscuro e
perverso, no qual multidões têm se envolvido com doutrinas de demônios.
Tal multidão é explorada de todos os meios, especialmente material. São homens e mulheres completamente cegos quanto a verdade do evangelho, pois o diabo os mantém cegos (2Co. 4.4). Isto porque em tais seitas as fábulas, o sensacionalismo e o emocionalismo estão juntos e são armas fortes nas mãos do diabo para mantê-los longe da luz do evangelho de Cristo. Muitos falsos cristãos reconhecem-nos como crentes em Jesus Cristo, porém nós enquanto bíblicos e conservadores não podemos considerar os freqüentadores dos “depósitos” pentecostais como crentes em Jesus Cristo, nosso Único e Todo Suficiente Salvador. Isto porque os mesmos negam a doutrina da salvação eterna, e não somente isto, mas também adotam uma forma de culto completamente desprovido de qualquer base escriturística, sendo as suas doutrinas e formas de culto completamente contrário à ensinada no Novo Testamento. Portanto, enquanto crentes fiéis devemos tomar uma atitude
positiva em relação à fração pentecostal da nossa sociedade, e considerá-los como alvos missionários e fazendo em relação a eles a obra evangelística, pois Deus abomina as suas práticas religiosas, porém os ama enquanto pecadores.”
(João 3.16).
O pastor Anízio não poupa ninguém e rotula a todas as igrejas pentecostais como divulgadoras de doutrinas de demônios. Ele Mostra com seu discurso apenas um tom preconceituoso e desprovido de boa exegese bíblica quanto a muitas questões aqui envolvidas nas quais eu quero apenas tratar da questão do batismo ou selo com o Espírito Santo. Vejamos a sua declaração sobre o assunto referido:
“Não encontramos nas Sagradas Escrituras nenhuma referência de que os cristãos pediram a repetição do que aconteceu e está registrado no livro de Atos dos Apóstolos, pelo contrário todas as referências em relação ao Espírito Santo depois de Atos dos Apóstolos cap. 2 (dois) encontram-se no passado. Citamos como prova desta assertiva Romanos 8.9, onde o apóstolo Paulo nos
exorta a reforçarmos a certeza de termos em nós o Espírito Santo, quando questiona: “Se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele”. Ficando desta forma provado biblicamente que o verdadeiro crente em Cristo tem o Espírito Santo habitando nele, logo o fato de alguém buscar ou pedir o Espírito Santo, alegando ser crente, é uma prova clara de que o mesmo não crê em Cristo Jesus e debocha da Palavra de Deus. Não há na Bíblia o ensino de que o crente em Cristo deva buscar o batismo do Espírito Santo; tal ensino é completamente alienado das Escrituras Sagradas!”
Temos aqui que citar as declarações do apóstolo Pedro no dia de Pentecostes. Diante dele estava uma multidão atônita e após expor pelas Escrituras que Deus estava cumprindo a promessa feita ao seu povo do livro de Joel, o apóstolo responde a pergunta dos seus ouvinte a respeito de quais atitudes deveriam tomar diante de tais circunstâncias da seguinte forma: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar.” (Atos 2: 38)
O pastor Anízio Gomes parece não conhecer muito bem a sintaxe dos verbos gregos quando afirma que após Atos 2 todas as referências ao Espírito Santo feitas pelos apóstolos, se encontram no tempo passado e isso tem que nos levar a concluir que não devemos mais pedir que se repitam tais eventos uma vez que já aconteceram conosco. Essa é a velha falácia exegética de que todos os tempos aoristos gregos estão relacionados a ações concluídas e não se repetem mais. Analisemos aqui neste texto do apóstolo Pedro o verbo arrepender-se – metanoeo - no texto grego de Atos ele está na seguinte forma: metanoesate, que podemos analisar gramaticalmente assim: Tempo Aoristo; Modo Imperativo da Voz Ativa. Se traduzíssemos este verbo pensando somente no tempo verbal, teríamos que usar o nosso pretérito perfeito e a tradução seria: Arrependeram-se, levando-se também em conta que não poderíamos expressar o modo imperativo do verbo, e se seguíssemos a análise proposta pelo pastor Anízio Gomes dos tempos passados após Atos 2 teríamos que concluir que o ato de arrepender-se está no passado e não mais se repete na vida dos crentes do passado, e nos crentes de hoje, dos nossos dias, o que seria totalmente inaceitável, pois a doutrina do arrependimento é bíblica e é contínua na vida dos cristãos. Mas a tradução ARA é Arrependei-vos, (Presente Imperativo da voz Ativa em português) porque os verbos gregos, aqui o Aoristo enfatizam a qualidade da ação e não o tempo específico da ação e sim como a ação é praticada. Nós chamamos gramaticalmente este aoristo de ingressivo, ele enfatiza o início de uma ação ou a entrada em um estado. Neste caso Pedro está dizendo que é imperativo eles entrarem em um total estado de arrependimento diante de seus atos pecaminosos. Para finalizar temos um exemplo interessante em Apocalipse 20: 4 sobre dois tempos passado gregos (Aoristos), que o contexto nos mostra que tem que ser traduzidos como passado, mas é algo concluído da perspectiva de quem viu os eventos futuros se consumarem segundo o contexto, a não ser que o pastor Anízio Gomes creia que o milênio já passou e se completou e não se repetirá mais.
“...viveram (ezesan) e reinaram (ebasileusan) com Cristo durante mil anos.”
Agora quanto a promessa de Deus para os que se arrependem e crêem, me parece segundo a declaração de Pedro que não foi somente para os dias apostólicos. Vejamos: “Pois para vós outros (os judeus dos dias de Pedro) é a promessa, para vossos filhos (dos judeus da época de Pedro) e para todos os que ainda estão longe, (gentios de todas as décadas) isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar.” (Atos 2: 38).
Analisemos agora o texto de Lucas 11: 1-3
Um dos doze discípulos de Jesus lhe pede que Ele lhes ensine a orar. Temos que fazer aqui uma pergunta: Este homem é convertido? A resposta tem que ser sim! Pois segundo as próprias Escrituras em Rm 3: 10 e Jo 6: 24, ninguém buscará a Deus por sua própria iniciativa, ninguém indagará sobre assuntos espirituais, se Deus não estiver agindo em sua vida. E isso é feito pela regeneração, pela fé, e pelo arrependimento que é uma obra do Espírito Santo que como o vento, sopra onde quer e ninguém sabe de onde vem e para onde vai. (Jo 3: 8)
Esse homem era um discípulo convertido e seguia a Jesus. Ele tinha o Espírito Santo? O Espírito estava atuante nele convencendo-o do pecado, da justiça e do juízo?
Algumas pessoas argumentam que os apóstolos não possuíam o Espírito Santo porque Jesus estava presente com eles e o seu testemunho é que os mantinha na fé e que só receberam o Espírito Santo no dia de Pentecoste. Porém tal argumento não pode ser confirmado pelas Escrituras, pois, foi o próprio Jesus quem afirmou que a regeneração era obra do Espírito Santo (Jo 3: 8), e que ninguém viria a Ele se não fosse trazido pelo Pai. (Jo 6: 24) E o que dizer da declaração de Jesus a Pedro: Bem aventurado és tu Simão Barjonas, pois não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai que está nos céus.” (Mt 16: 17). Não esqueçamos que a Escritura diz que “Deus é o Espírito.”
Bem, complementando o pedido desse discípulo e após ensiná-los como orar e porque deviam orar, Jesus no versículo 13 do capítulo 11 de Lucas finaliza: “Se vós sendo maus sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo aqueles que pedirem?”
Esses discípulos eram crentes em Jesus e Ele os estava ensinando a pedirem o Espírito Santo ao Pai, pois eles estavam querendo exercer ofícios espirituais, aqui neste caso a oração. O apóstolo Paulo ensina que é o Espírito que intercede por nós com gemidos inexprimíveis. (Rm 8: 26-27) Então qual seria a utilidade de Jesus ensiná-los a orar se eles ainda estavam na carne e não no Espírito? Ora a conclusão que precisamos chegar só pode ser que eles tinham o Espírito como verdadeiros crentes, mas mesmo assim Jesus diz para eles que o Pai lhes daria o Espírito se lhe pedissem. (O que isso significa?????)
Para o pastor Anízio Gomes e para muitos pastores chamados tradicionais o crente recebe num único momento quando crê o Espírito Santo, sendo assim quando ele crê, ele é selado pelo Espírito Santo.
Será que ter o Espírito e ser selado pelo Espírito é a mesma coisa? Será que é certo dizer que os apóstolos não tinham o Espírito Santo habitando neles antes do pentecostes e só após é que receberam o Espírito Santo? Será que o que aconteceu naquele dia não é uma promessa para todos os cristãos como diz Pedro e tal verdade tem sido negada e negligenciada pelo tradicionalismo e mal interpretada e aplicada pelo pentecostalismo nos nossos dias?
Para que possamos chegar a uma conclusão e obter respostas para tais perguntas, quero chamar para essa discussão a exposição de um presbiteriano chamado Martin Lloyd Jones na sua exposição de Efésios 1: 13 “selados com o Espírito” do livro “O supremo propósito de Deus” (PES) páginas 240 a 244 que dizem assim:
“A versão revista (RV) sugere o passado “tendo também crido, fostes selados com o Espírito santo da promessa”; minha opinião é que mesmo a frase “tendo crido” sugere que essas duas coisas não são idênticas e que o selo não acompanha imediatamente o ato de crer. O que torna isso tão importante é que se supõe que o selo com o Espírito, ou o batismo com o Espírito, é algo que todos os cristãos tem que ter necessariamente experimentado. Sustenta-se, pois que não é algo que ocorre na esfera da consciência ou na esfera da experiência, e sim, algo que acontece com todos os cristãos inconscientemente. Daí não o buscam. E a conseqüência de não o buscarem e que nunca o experimentam; e, em conseqüência, vivem num estado de fide-ismo ou crede-ismo, dizendo a si mesmos que eles tem recebido isso, e portanto, o têm. E assim continuam a viver sem jamais experimentar o que foi experimentado pelos cristãos do Novo Testamento e também por muitos outros cristãos na subseqüente história da igreja cristã. Por isso eu afirmo que este “selados com o Espírito” é algo subseqüente ao crer, algo adicional ao crer, e dou suporte à minha alegação lembrando-lhes algumas declarações das Escrituras. Primeiro vou ao capítulo 14 do Evangelho segundo João. Ali o nosso Senhor se dirige aos seus discípulos crentes. Ele traça aguda distinção entre eles e o mundo, e lhes diz que o Espírito Santo lhes será dado como outro consolador porque eles pertencem a Deus. Diz Ele que o mundo não pode recebê-lo, mas que eles estão prestes a recebê-lo. A distinção é entre crentes e não crentes. No Capítulo 16 Ele acrescenta: “Digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não vira a vós”. Sua vinda é uma grande benção, a qual deverão estar aguardando. Deveriam alegrar-se, diz Ele, que Ele vá ao Pai, porque assim esta benção lhes virá.Ele está falando com crentes; mas lhes diz que eles vão receber uma benção adicional. Passando os dois primeiro capítulos de Atos, vemos, que o ensino é ainda mais claro. O nosso Senhor está falando com homens sobre os quais Ele já tinha “soprado” o Espírito Santo, e aos quais Ele dissera: “Recebei o Espírito Santo” (João 20: 22); todavia, lemos em Atos, capítulo primeiro, “E, estando eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse Ele) de mim ouvistes. Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias” (versículo 4 e 5). Eles já criam nele plenamente; Ele já tinha soprado o Espírito sobre eles; contudo diz a eles que esperem. Eles tinham necessidade de mais alguma coisa. E no capítulo 2 de Atos temos uma narrativa de como veio a benção; exatamente o que o nosso Senhor tinha prometido aconteceu dez dias depois. É evidente que os discípulos já eram crentes nele antes disso. É absurdo sugerir que eles não eram crentes antes do dia de Pentecoste. Eram plenamente crentes no Senhor Jesus Cristo. Ele lhes expusera a doutrina da expiação e eles a entenderam após a sua ressurreição. Ele soprara sobre eles o Espírito. Eles sabiam que Ele era o Filho de Deus. Tomé fizera a sua confissão “Senhor meu, e Deus meu!” Contudo eles ainda não tinham recebido o Espírito Santo. No Pentecoste é que eles foram “selados”; foi ali que lhes foi dada a autenticação; e foi ali que começou o glorioso ministério deles.
No capítulo 8 do livro de Atos dos Apóstolos vemos que Filipe evangelizou os samaritanos, resultando daí que muitos samaritanos creram no evangelho. É-nos dito explicitamente que, tendo ouvido essa mensagem eles creram: “mas como cressem em Filipe, que lhes pregava acerca do Reino de Deus, e no nome de Jesus Cristo se batizavam, tanto homens como mulheres” (v.12). Eles creram no Senhor Jesus Cristo, e Filipe ficou satisfeito com o que fizeram, pelo que os batizou. Todavia no versículo 16 lemos: “Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido (o Espírito santo); mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus”. Depois Pedro e João desceram de Jerusalém a Samaria e. “tendo descido oraram Poe eles para que recebessem o Espírito Santo. (Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido; mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus). Então lhes impuseram as mãos e receberam o Espírito Santo”. Já eram crentes, já tinham crido no Senhor Jesus Cristo. Não poderiam tê-lo feito se o Espírito Santo não operasse neles e não lhes abrisse os corações e as mentes. Mas o “selo” ainda não lhes tinha sido dado. Houve um intervalo. Como é errôneo dizer que a pessoa crê e imediatamente é selada pelo Espírito!Certamente não foi o que aconteceu com estes samaritanos, como tão pouco acontecera com os apóstolos.
No capítulo 9 do livro de Atos dos Apóstolos temos o relato da conversão de Saulo de tarso. Ele creu no Senhor Jesus Cristo como resultado do que lhe aconteceu no caminho de Damasco;contudo não foi senão três dias depois que ele recebeu o Espírito Santo e dele foi cheio, graças ao ministério de Ananias.
No capítulo 15 do livro de Atos temos um acontecimento similar. O apóstolo Pedro está se defendendo por ter recebido Cornélio e sua família na igreja cristã e por batizar gentios. Diz o registro: “E havendo grande contenda, levantou-se Pedro e disse-lhes: varões irmãos, bem sabeis que a muito tempo Deus me elegeu dentre vós, para que os gentios ouvissem da minha boca a palavra do evangelho, e cressem. E Deus, que conhece os corações, lhes deu testemunho (autenticou-os), dando-lhes o Espírito Santo, assim como também a nós”. Deus lhes tinha dado testemunho, Deus estabelecera o fato de que eles tinham crido e verdadeiramente eram seus dando-lhes o Espírito Santo. Ele “selou-os”
Outro exemplo deste selo vê-se no capítulo 19 do livro de Atos. Paulo chegou a Éfeso “e achando alguns discípulos, disse-lhes” – segundo a versão autorizada inglesa – “Recebestes o Espírito desde quando crestes?” (versículo 2). Mas a versão revista (RV) e a versão padrão revista (RSV) oferecem uma tradução que diz “recebestes o Espírito Santo quando crestes?” (semelhante ao que diz Almeida). Não pode haver dúvida de que esta última é a tradução correta. Muitos acham que isso estabelece e prova que crer e receber o Espírito são atos sincrônicos. Eles lamentam que a versão autorizada tem levado muitos a pensarem que é possível alguém crer e não receber o Espírito Santo senão mais tarde.
No entanto, isso não resolve o nosso problema; de fato eu afirmo que, longe de apoiar a idéia de que o recebimento do Espírito santo sempre acompanha imediatamente o ato de crer, esta correta tradução de Atos capítulo 19, versículo 2 faz exatamente o oposto.
Quando o apóstolo perguntou aos “discípulos”, “recebestes o Espírito quando crestes?”, a implicação certamente é óbvia. É que os homens podem crer sem receberem o Espírito Santo. Se as duas coisas acontecessem inevitavelmente juntas, seria uma pergunta desnecessária, e o apóstolo simplesmente perguntaria se eles eram crentes. Entretanto não é isso que o apóstolo lhes pergunta. sua pergunta é: “Recebestes o Espírito Santo quando crestes?” Noutras palavras, quando ele falou com aqueles homens, logo viu que eles não tinham o selo do Espírito Santo, que eles não tinham recebido o Espírito Santo. Por isso lhes diz efetivamente: olhem, vocês se dizem crentes, mas receberam o Espírito Santo quando creram? Receberam-no, vocês que se dizem crentes? Meu parecer, pois, é que a tradução correta de fato indica claramente que há distinção entre as duas coisas. Cremos, e, naturalmente, só podemos crer graças à operação do Espírito, mas pode ser que ainda não tenhamos recebido o selo do Espírito.
Os eventos subseqüentes nesta narrativa acerca de Paulo e os “discípulos” de Éfeso esclarecem ainda mais o assunto. O apóstolo começa a examiná-los, e indaga: “em quem sois batizados então?” E eles disseram: “No batismo de João”. “mas Paulo disse: certamente João batizou com o batismo do arrependimento dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo. E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus” (versículo 4-5). Paulo jamais os teria batizado, se eles não tivessem crido.Eles creram e aceitaram o que Paulo disse, e assim foram batizados. O que quer que haviam sido antes, agora evidentemente eram crentes. Mas então lemos: “E impondo-lhes as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas e profetizavam” (versículo 6). Eles tinham crido, porém ainda lhes faltava o “selo do Espírito”. Só foram selados quando Paulo lhes impôs as mãos. Certamente este incidente prova que os homens que nos legaram a Versão Autorizada estavam interpretando Efésios capítulo 1: 13 corretamente. Eles estavam teologicamente certos ao dizerem: “Em quem também vós, depois que crestes, fostes selados com o Espírito Santo da promessa”. Houve um intervalo entre o seu ato de crer e o ato de serem selados, como foi no caso do próprio Paulo e de todos os apóstolos, como foi no caso dos samaritanos como foi no caso dos discípulos de Éfeso.
Contudo deixemos claro que, embora eu esteja acentuando que há uma distinção entre estas duas coisas, e que sempre há intervalo – que o ser selado não acontece imediata e automaticamente no ato de crer – eu não gostaria que entendessem que estou dizendo que sempre tem que haver um longo intervalo entre ambos. Pode ser um intervalo muito curto, tão curto que pode fazer parecer que crer e ser selado são simultâneos; mas há sempre um intervalo. Primeiro o crer, depois o selo. Unicamente os crentes são selados; e você pode ser crente e não ter sido selado; as duas coisas não são idênticas. Crer é que nos torna filhos de Deus que nos une a Cristo; ser selado com o Espírito Santo é que autentica este fato. O selo não nos faz cristãos, porém autentica o fato, como faz o selo em geral.”
Bem pastor Anísio Gomes, dizer que Lloyd Jones está ensinando doutrinas de demônios me parece um pouco fora de sintonia com o que foi o seu ministério de 40 anos na capela de Westminster de (1938-1968). Ele aqui esta simplesmente procurando provar a sua experiência usando as mesmas Escrituras que o Senhor diz ler e estudar todos os dias. Ele não era um pentecostal, nem mesmo apoiava tal movimento, mas ele estava muito decepcionado com o clericalismo e ortodoxia morta e deficiente da igreja da sua época. Por pensarem como o senhor pastor Anísio Gomes, eles abafavam toda e qualquer expectativa de avivamento da igreja.
Será Lloyd Jones o único pensador tradicional independente nessa questão? Não! Thomas Goodwin puritano do século XVII, John Owen, Charles Simeon de Cambridge, há três séculos atrás e Charles Hodge de Princeton E.U.A, traçam aguda distinção entre crer (o ato da fé) e a selagem com o Espírito Santo.
Por fim a minha impressão é que o maior interessado em nos levar aos extremos da ortodoxia e também do emocionalismo pentecostal é o diabo, pois ele não quer uma igreja de Jesus viva e calorosa, centrada na Palavra de Deus e voltada para o evangelismo e missões, nem com muita luz do Espírito Santo, nem com o calor do Espírito Santo queimando nos corações dos filhos de Deus. Não! isso seria terrível para o seu reino.
Sendo assim pastor Anísio, eu, o irmão, e todos os verdadeiros cristãos, precisamos nos humilhar diante das Escrituras e pedir que o Senhor Jesus nos perdoe, e venha visitar o seu povo novamente pelo seu Santo Espírito. Temos que pedir que Ele avive os corações dos santos na terra num momento tão difícil em que sua igreja vive. Pastor Anísio nos arrependamos da nossa frieza e peçamos sim uma visitação vivificante do Espírito Santo, real e verdadeira para que possamos evangelizar o Brasil e o resto do mundo. Que possamos orar todos os dias assim:
Maranata, vem Senhor Jesus!!!
Pr. Nivaldo Tavares Junior
Comentários
Existe uma diferença inimaginável entre o que está se argumentando com relação aos irmãos pentencostais não serem crentes e o ser crente, pois até o diabo cre,teme e treme diante do Poder de Deus, conforme a Doutrina da Salvação, que o Senhor nos revelou, podemos argumentar que somente Deus em seu infinito Amor e Misericordia por nós pecadores pode ressucitar o morto em delitos e pecados e uma vez ressucitado pelo Pai o pecador desesperado, pois passa a sentir o peso do pecado sobre sua vida,tenta encontrar solução para algo tão terrível e não consegue, e então por Amor incondicional, o Pai o conduz ao Seu Filho Amado Jesus e a Solução para todo o mal que destroi o homem (o famigerado, mortal e terrivel pecado)e creio que todo este processo se é que podemos assim o identificar, é desenvolvido por Deus através do Espírito Santo, que de acordo com as Palvras de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo é quem nos convence do pecado, da Justiça e do Juízo e sendo assim,o morto passa a condição de vivo e vivo em abundância, em Cristo, por Cristo e com Cristo, passando verdadeiramente a cumprir os objetivos da criação que são:
O Louvor da Glória de Deus e o desfrutar de suas Maravilhósas e Infinitas Misericórdias, portanto somente o Santo pode purificar o pecador e sendo assim, Deus separa e conduz ao Filho através do Espírito que por sua vez reconduz a Ele o pecador ainda pecador, porém purificado de todo mal, justificado e reconciliado com o Pai, sendo a partir da jsutificação feito verdadeiramente filho de Deus através de Seu Filho Amado e o Santo Espírito de Deus.